segunda-feira, 9 de novembro de 2009


Antônio chegou!

Antônio, o bebê da Andressa Fabris, nasceu hoje às 7:25. Tem 49cm e 3.190kg. Mãe e bebê estão ótimos, saudáveis, e só aguardando a hora de ir pra casa. Pai e a irmãzinha Alice estão pra lá de felizes.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Jornalismo por observação e jornalismo voyeur

Há algum tempo venho discutindo com os profissionais da Alfa uma tendência dos portais para o que chamo de jornalismo por observação. O repórter vai no local do fato, olha, observa, não conversa com ninguém, tira suas conclusões, faz fotos e posta umas cinco linhas associadas a várias imagens. Parece que a tendência faz valer a máxima de que uma imagem vale mais do que mil palavras. Não, não vale. Nós queremos informação, jornalismo de verdade, no mínimo a resposta para as perguntas: o que, quem, como, quando, onde, por que!
Esta história de jornalismo por observação vem me incomodando há algum tempo. E hoje, ao ler sobre a barrigada do Globoesporte.com num post do jornalista Alexandre Gonçalves no Coluna Extra, começo a ficar indignada com uma outra nova tendência: o jornalismo voyeur. Que história é essa de render notícias e notícias a partir de posts no Twitter? De onde estes “profissionais” tiraram a idéia de que isto é jornalismo? Um texto inteiro apenas com declarações tiradas do microblogging! Será que o repórter – que deveria ser especializado em esportes – não tinha um telefone de contato pra repercutir a história com o próprio Guga? E esta não é a primeira nem será a última matéria baseada no Twitter, infelizmente. Tomara que a barrigada sirva de alerta para repórteres e editores.

Criciúma Esporte Clube: de pedra à vidraça

O Criciúma Esporte Clube – carinhosamente chamado de Tigre – passou por mais um momento histórico no último fim de semana. A chapa de oposição, Revigoração, formada e coordenada por um grupo de jovens, venceu a eleição do Conselho Deliberativo do clube. E não foi uma vitória qualquer. Foram 487 votos contra 170 da chapa de situação.
Os coordenadores da chapa Revigoração, em entrevistas, afirmaram que a vitória deles reflete o anseio por mudanças que o torcedor tem manifestado. Para mim, que estou longe de entender de futebol ou de qualquer outro esporte, a vitória é resultado da capacidade de mobilização deste jovem grupo.
Mas, afinal, quem são estas pessoas? São torcedores que em muitos momentos do Criciúma Esporte Clube figuraram nas capas de jornais, em fotografias, com a cara pintada de branco, amarelo e preto, gritando desesperadamente para apoiar o time. Hoje, mais velhos, mas com menos de 40 anos, talvez não pintem mais o rosto, mas preferiram dar a cara pra bater. Estão deixando de ser a pedra para ser a vidraça. E terão que mostrar todos os dias a capacidade de mobilizar e de se comunicar que tiveram antes da eleição.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

E assim os conceitos e imagens são criados...

Meu marido e minha filha de seis anos estavam assistindo TV quando passa a notícia sobre lucros obtidos pela Tam. Aí, a filha diz:

- Os pilotos da Tam são os melhores, né pai?
- Por que, filha?
- Os outros só ficam tentando pousar na água...

Primeiro eu ri da história, depois pensei: é assim que conceitos são criados na cabeça dos pequenos. Assistem notícias isoladas, juntam tudo e tiram conclusões. Como diz minha filha: aprende sozinha porque tem uma "escola de cérebro na cabeça".

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pânico, histeria e simplesmente realizar em tempos de gripe A

Estamos em Criciúma, Sul de Santa Catarina, e, como em outros lugares do Brasil, as notícias giram em torno da Gripe A. Vem uma atrás da outra e a gente não consegue mais discernir o que é suspeita, suposição, confirmação ou realidade. As pessoas só falam nisso e a impressão que tenho é que pessoas que formam o "grupo de risco" (como eu, grávida) estão cometendo total ato irresponsável ao saírem de casa.

E como pessoas com acesso à informação 24 horas por dias já não conseguem distinguir se é só pânico natural do ser humano ou se a situação é realmente grave, imagino como é difícil realizar algo em tempos de gripe A. Tomo como exemplo a situação de alguns amigos, que resolveram investir em eventos. Ficaram meses planejamento a ação de estreia da empresa nesta área e o evento, com palestrante nacional, cai justamente na semana em que há um pico de informações sobre a gripe A, com cancelamento de aulas nas escolas e orientação do poder público para que aglomerações de pessoas sejam evitadas. As rádios, os sites não param de tratar do assunto. E agora, o que fazer?

A decisão de nossos amigos foi de manter o evento - e acredito que tenha sido acertada. Porém, não deixarão de ter prejuízos. Para começar, é necessário um esforço extra de comunicação para simplesmente dizer que o evento está confirmado. A sensação deles é semelhante à minha - de que estão sendo irresponsáveis por manterem o evento. Mas, não estão, não. Cada um decide sobre sua vida. Quem comprou o ingresso e está assustado, que não vá. Mas, um compromisso foi assumido com o público, com o palestrante, com patrocinadores, com o local onde acontecerá o evento, com prestadores de serviço. Se houver o cancelamento, quem pagará esta conta?

E assim como o caso de meus amigos, muitas outras empresas e pessoas foram prejudicadas com o pânico e a histeria em torno da gripe A. Há quem esteja ganhando, mas são poucos, muito poucos. Só espero não ter que ler no futuro manchetes afirmando que a doença foi superestimada...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Oportunismo sem medidas

Recebi ontem um e-mail de uma agência de viagens que começava assim:

"Uma vez mais, é com muito prazer que lhe escrevo para lhe dar boas notícias sobre a nossa empresa. Até porque, nessa semana, temos muito a comemorar, e em várias frentes.

Ontem, 02/08/09, retornaram às suas casas, em paz e sem problemas os jovens que de SC e do RS que viajaram conosco na temporada de férias de Julho."
(grifo meu)

Isto dias depois de a imprensa noticiar intensamente o caso da morte da adolescente em voo de volta da Disney.

É ou não é oportunismo sem medidas? Se tinha realmente boas notícias no restante do e-mail, não sei. Perdi a vontade de ler.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Jornalista Formado - Melhor para a Sociedade


Este é o selo da campanha. Pode clicar, copiar e usar em defesa da formação acadêmica para o exercício do jornalismo.

Jornalistas em campanha pelo diploma






Jornalistas de Criciúma e região estão mobilizados pelo resgate da exigência do diploma para o exercício da profissão. Na noite desta segunda-feira, um ato ocorreu com mais de 200 pessoas, entre estudantes, profissionais e lideranças políticas e empresariais. Foi o início de uma série de atividades que marcarão a campanha "Jornalista Formado - Melhor para a Sociedade".
A manifestação continua nesta quarta-feira, dia 05 de agosto, no calçadão da rua João Zanette, na saída do Terminal Central. Das 11h30min às 12h30min, os jornalistas estarão mobilizando diretamente a população, entregando um manifesto que procura esclarecer a importância de os jornalistas terem formação específica para atuarem nos veículos de comunicação.

Participe desta campanha!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Jornalistas por Formação




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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Comunicação e Mercado - 28/07

Comentário de hoje discute a importância da embalagem para os produtos. A partir dela se tira a primeira impressão, que muitos dizem ser "a que fica". Ouça aqui.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Comunicação e Mercado - 27/07

Conheça a parábola do vendedor de cachorro quente, que traz reflexões sobre a Crise Mundial. Ouça aqui.

Comunicação e Mercado - 24/07

Comentário de hoje trata do uso Twitter pelos políticos. Ouça aqui.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Comunicação e Mercado - 01/07

Confira exemplos de como manter os funcionários informados dos acontecimentos nas empresas. Esta comunicação deve acontecer em todas as empresas. Os meios possíveis são diversos. Ouça aqui.

Comunicação e Mercado - 30/06

Entre as áreas destacadas na pesquisa da revista Você S.A. para listar as 150 melhores empresas para trabalhar no Brasil está a comunicação. Entenda porque a comunicação interna é importante para os trabalhadores. Ouça aqui.

Comunicação e Mercado - 29/06

Pesquisas apontam que a maioria dos usuários das redes sociais estão dispostos a se relacionarem com empresas. Ouça aqui.

Comunicação e Mercado - 26/06

O público infantil também está na internet. Portanto quem possui negócios com foco nas crianças deve estar atento ao mundo virtual. Confira!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O direito de cada um à liberdade de expressão e o nosso direito de defender o Jornalismo

Mataram nosso diploma de Jornalismo e muitos festejaram o seu enterro, juntamente com o Supremo Tribunal Federal. Com esta decisão, todas aquelas pessoas que investiram na faculdade de Jornalismo perderam a segurança de exercer uma profissão regulamentada, com direitos adquiridos. Sem falar nas faculdades que investiram e investem em infra-estrutura e agora correm o risco de não ter mais viabilidade.

Falando assim, parece que toda esta questão em torno do diploma de jornalista é corporativista, diz respeito apenas a quem está na profissão. Não é. A decisão desta semana do Supremo Tribunal Federal afeta a nós, jornalistas, e a cada pessoa da sociedade. Afirmar que esta profissão não tem impacto coletivo é, no mínimo, um ato de ignorância. Reputações podem ser construídas e destruídas com algumas linhas em um jornal. Negócios são viabilizados ou destruídos com uma reportagem de TV. O problema é que as pessoas só se dão conta do impacto disto quando elas mesmas são o foco da notícia. Aí, vem a pergunta que ouvimos rotineiramente: mas esse cara que escreveu a matéria não é jornalista, né? Parece que cada um só percebe a responsabilidade que cerca elaborar uma reportagem no momento em que é afetada por ela. Imaginem isto em escala maior...

De todos os comentários que li e ouvi sobre esta decisão do Supremo Tribunal Federal, um me deixou ainda mais reflexiva. Era de um jovem que já trabalhou em rádio e que defendia a tese de que para ser jornalista não era necessário diploma. E para sustentar sua opinião, citava profissionais que atuam em “jornalismo” sem ter feito curso superior. Ele citou, entre outros, Angélica, Silvio Santos, Hebe Camargo, Amaury Júnior. Este rapaz, aspirante a profissional de imprensa, não sabe a diferença entre ser um apresentador de rádio e de TV e ser um jornalista, o que cabe a cada um destes profissionais. E, assim como ele, vários jornalistas entraram na faculdade acreditando que bastava falar ou escrever bonito para ser um profissional da área. Mas, durante quatro anos foram obrigados a ouvir sobre ética, responsabilidade, verdade, ouvir os dois lados, respeito às diferenças, combate às desigualdades; que na imprensa forte ou fraco deverão ter o mesmo espaço, rico ou pobre serão notícia se assim merecerem. E aprenderam a ser jornalistas. Alguns, por opção, foram apresentar programas de TV, mas sabendo exatamente o que envolve esta profissão e a responsabilidade que devemos ter ao exercê-la.

Durante a faculdade, aprendemos também a trabalhar com isenção, deixando nossa opinião de fora de nossas reportagens. Poderemos manifestá-la em artigos, como este, como qualquer outro cidadão, respeitando o direito de cada um à liberdade de expressão.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Comunicação e Mercado - 26/05

Boletim de hoje aborda o relacionamento das empresas com a comunidade onde está e a importância de constituir parceria com os vizinhos. Ouça aqui.